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Marketing digital

Por Carlos AndiaAtualizado em 7 minutos de leitura

Por Carlos Andia7 min

Tendências de marketing digital: o que se confirmou

Revisamos as tendências de marketing previstas para 2025: busca com IA e IA na rotina se confirmaram. Veja o que ficou para trás e o que levar a 2026.

Das tendências de marketing previstas para 2025, três se confirmaram com força: a busca com inteligência artificial, a IA generativa na rotina das equipes e a cobrança para que o conteúdo gere venda. O vídeo curto cresceu, mas a interatividade não virou regra. E a experiência do usuário pesou no Google, sem se tornar o fator número um.

Este artigo foi publicado em agosto de 2025 com previsões para aquele ano. Em setembro de 2026, ele virou uma retrospectiva: cada previsão aparece ao lado do que aconteceu de fato, com a fonte. No fim, você encontra o que levar de 2025 para as decisões de 2026.

Quais tendências de 2025 se confirmaram?

Previsão para 2025O que aconteceuVeredito
IA generativa em escala no marketingO uso ficou estável e raso: a maioria das equipes usa o básicoConfirmada em parte
Busca mudando com a IA (não estava na lista original)AI Overviews em mais de 200 países e Modo IA em portuguêsA maior mudança do ano
Personalização inteligente dominando campanhasA automação das plataformas avançou; a personalização depende de dados próprios organizadosConfirmada em parte
Vídeo curto e interativo como diferencialO vídeo curto cresceu muito; faltam dados de que a interatividade fez diferençaConfirmada em parte
Experiência do usuário como fator número 1 de ranqueamentoO Google diz que relevância vem primeiro e que não há sinal único de experiênciaNão se confirmou
Conteúdo que precisa venderA cobrança por resultado aumentou, mas a maioria das empresas segue sem bater metaConfirmada

Como a busca com IA mudou o jogo em 2025?

A busca com IA é a resposta gerada pelo próprio buscador ou assistente, que resume o assunto e cita algumas fontes, em vez de mostrar só uma lista de links. Foi a mudança que a lista original não previu e a que mais afetou empresas.

Em maio de 2025, o Google anunciou que os AI Overviews tinham mais de 1,5 bilhão de usuários por mês e estavam em mais de 200 países e territórios. No mesmo mês, o Modo IA foi liberado para todos nos Estados Unidos, e em 8 de setembro de 2025 começou a chegar ao Brasil em português.

O efeito no clique apareceu rápido. Uma análise do Pew Research Center, de julho de 2025, com dados de navegação de adultos dos Estados Unidos em março de 2025, mostrou que quem via um resumo de IA clicava em um resultado em 8% das visitas. Sem o resumo, eram 15%.

A tendência continuou em 2026. No Google I/O de maio de 2026, a empresa informou mais de 2,5 bilhões de usuários mensais nos AI Overviews e mais de 1 bilhão no Modo IA. Aparecer como fonte dessas respostas virou parte do trabalho de SEO, GEO e AEO, e não um extra.

A IA generativa virou rotina nas empresas?

Virou, mas em nível básico. Segundo o capítulo de Inteligência Artificial dos Panoramas RD Station 2026, 59% dos times de marketing e vendas usavam IA em 2025, contra 58% no ano anterior. O crescimento praticamente parou.

O mesmo estudo mostra que 53% dizem usar só o básico e precisar evoluir. As barreiras mais citadas são falta de conhecimento sobre as ferramentas (46%) e verba (39%).

A previsão de 2025 dizia que a IA deixaria as campanhas "mais rápidas, mais baratas e mais eficazes". Ficou mais rápido escrever. Ficar mais eficaz dependeu de outra coisa: saber o que medir e ter dados organizados para a IA trabalhar.

A personalização dominou as campanhas?

A automação dominou, e a personalização ficou presa aos dados que cada empresa tem. As plataformas de anúncio passaram a decidir público, lance e criativo. Quem alimentou o sistema com informação de venda ganhou precisão. Quem enviou só cliques recebeu mais cliques.

Um ponto que muita gente dava como certo não aconteceu. Em abril de 2025, o Google decidiu não lançar um novo aviso de escolha de cookies de terceiros no Chrome, e em outubro de 2025 aposentou a maior parte das tecnologias do Privacy Sandbox. O "fim dos cookies" no Chrome não veio.

Mesmo assim, a lição dos dados próprios continua valendo. Os Panoramas RD Station 2026 mostram que só 16% das empresas consideram satisfatória a integração entre marketing e vendas. Sem essa ponte, não há dado de venda para personalizar nada.

O vídeo curto e interativo fez diferença?

O vídeo curto cresceu, sem dúvida. Em junho de 2025, o CEO do YouTube, Neal Mohan, anunciou que os Shorts passaram a ter mais de 200 bilhões de visualizações por dia.

A parte "interativa" da previsão não se sustentou com dados. Não encontramos estudo confiável mostrando que enquetes, respostas em vídeo ou botões dentro do vídeo viraram o diferencial do ano. A dica do texto original, de que vídeos com menos de 15 segundos performam melhor, também não tinha fonte e saiu desta versão.

O que ficou de útil é simples: vídeo curto é formato de descoberta. Ele traz atenção, e a venda continua dependendo do que vem depois do clique.

A experiência do usuário virou o fator número 1 do Google?

Não. A previsão de 2025 exagerou. A documentação do Google Search Central sobre experiência de página diz que não existe um sinal único de experiência e que a busca sempre tenta mostrar o conteúdo mais relevante, mesmo quando a experiência da página é ruim.

O Google recomenda bons Core Web Vitals (as métricas de velocidade e estabilidade da página), HTTPS e poucos anúncios invasivos. Isso ajuda quando há várias páginas igualmente relevantes, mas não compensa um conteúdo que não responde à pergunta. Velocidade e estrutura continuam sendo base, e é disso que trata o SEO técnico.

O conteúdo passou a ser cobrado por venda?

Passou a ser cobrado, mas a maioria ainda não entrega. Segundo o Panorama de Marketing 2026 da RD Station, 73% dos times com metas definidas não alcançaram as metas de marketing de 2025. E 37% das equipes trabalham sem meta nenhuma.

A previsão estava certa na direção: curtida e alcance não pagam conta. O que faltou em muitas empresas foi a ligação entre o conteúdo, o anúncio e o comercial. No case da Decks by Caio, anúncio, rastreio e comercial foram conectados, com a origem de cada venda conhecida. O resultado foi 24 vezes de retorno sobre a mídia e R$ 1,8 milhão de receita.

O que levar de 2025 para 2026?

  1. Presença nas respostas de IA. Revise se o seu site responde de forma direta às perguntas que o cliente faz, com fonte e experiência real.

  2. IA com processo. Escolha poucas tarefas em que a IA economiza tempo de verdade e meça o resultado.

  3. Dados de venda na mídia. Registre a origem de cada oportunidade e devolva o fechamento para as plataformas de anúncio.

  4. Meta ligada ao faturamento. Troque "mais seguidores" por "custo por cliente fechado".

O detalhe de cada frente, com o que fazer agora, está no artigo sobre o que muda no marketing em 2026.

Perguntas frequentes

  • Qual tendência de marketing de 2025 teve mais impacto nas empresas?

    A busca com inteligência artificial. Em maio de 2025, o Google informou que os AI Overviews já tinham mais de 1,5 bilhão de usuários por mês, e o Modo IA chegou ao Brasil em português em setembro de 2025. Isso mudou a forma como o cliente encontra uma empresa.

  • A experiência do usuário virou o principal fator de ranqueamento do Google?

    Não. O Google afirma que não existe um sinal único de experiência de página e que a busca sempre tenta mostrar o conteúdo mais relevante, mesmo quando a experiência é ruim. Um site rápido e claro ajuda, mas não substitui conteúdo que responde à pergunta.

  • O fim dos cookies de terceiros aconteceu em 2025?

    Não. Em abril de 2025 o Google desistiu de mudar o controle de cookies de terceiros no Chrome e, em outubro de 2025, aposentou a maior parte das tecnologias do Privacy Sandbox. Mesmo assim, a dependência de dados próprios cresceu, porque medir venda exige CRM e integração com o comercial.

  • O que uma pequena empresa deve levar das tendências de 2025 para 2026?

    Três coisas: estar presente nas respostas geradas por IA, usar IA com processo e não só para gerar texto, e medir o marketing pela venda fechada, não por curtidas. O restante é ajuste de formato.

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